Moni Fischer e Rosali Plentz

Gravura Galeria de Arte apresenta duas exposições simultâneas de Moni Fischer e Rosali Plentz

A Gravura Galeria de Arte recebe no dia 12 de maio duas exposições: “Na Busca do Desigual”, de Moni Fischer e “O Olhar Invisível” de Rosali Plentz. Nas mostras, ambas partem de trabalhos fotográficos sobre a desigualdade com intervenções artísticas. A vernissage simultânea inaugura o novo espaço da Galeria, a Sala Nova, que receberá as obras de Rosali Plentz. Para compor seu trabalho partindo da fotografia, Rosali capturou momentos e transformou a imagem banal, reconhecida em qualquer parte do mundo, numa imagem não visível, com sobreposições de desenhos e texturas.

Segundo Ana Zavadi, Curadora Adjunta da Bienal do Mercosul, na obra de Rosali Plentz, “A linha que está presente em toda a série de trabalhos é mutante e significativa, pois é a essência da poética de Plentz. A fotografia é usada como pré-texto para as construções e ao hibridizá-la com o desenho surgem novas aberturas para continuar a investigação até chegar ao desenho puro. O uso do preto e branco contrasta com algumas cores sutis e geram tessituras para o olhar.”

A artista Moni Fischer relata por meio das obras com técnica mista, aquarelado e acrílica, as emoções através do repetido, do igual, tornando um momento único e desigual. Seu trabalho estará exposto na Sala Negra.

“Nesta exposição, relato as emoções através do repetido, do igual. Da dor através da injustiça com a obra “Banho”, que retrata o local onde judeus deixavam seus sapatos antes de seu “banho”, que na verdade seria a câmera de gás que os levaria à morte no campo de concentração Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Da esperança de fiéis em frente à Igreja Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia, com as fitinhas na obra “Esperança”. Da leveza através de uma flor na obra “Simplicidade”. Do amor tão desejado com broches cravados no peito com nome do seu amado na obra Romeu. O ser humano precisa abrir os olhos e voltar a olhar no olho, não através de foto, de rede social. Sentir a mão de seu filho, o abraço do amigo, colocar o pé na areia. Viver cada minuto, sendo único e desigual.” Conclui Moni Fischer.

O resultado deste trabalho poderá ser conferido na Gravura Galeria de Arte, na rua Corte Real, 647 na abertura da exposição no dia 12 de maio às 20h.

Rosali Plentz
Em 1979, graduou-se em Licenciatura Plena em Educação Artística pela Universidade de Caxias do Sul, RS. Cursos de aperfeiçoamento teórico e prático com professores como Carlos Fajardo, Jailton Moreira, Charles Watson, entre outros. Participa de exposições coletivas e salões desde 1977 na “Arte” e “Geografias da criação- Arte, Moda e Design” em 2014.
Moni Fischer
Em 2012, levou suas obras para exposição em Berlim, Alemanha. Em 2014, retornou a Berlim, trazendo na bagagem técnicas diferenciadas. Seus quadros estão expostos em locais públicos incluindo UFCSPA- Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre, Sociedade Aliança de Novo Hamburgo, Sede da AMO – Associação Assistência ao Menor em Oncologia.

Serviço:
O que: Abertura das Exposições: “O Olhar Invisível” e “Na Busca do Desigual”
Onde: Gravura Galeria de Arte – Rua Corte Real, 647
Abertura: 12 de maio às 20h.

 

 

Homenagem Iberê Camargo – 100 anos

Cassio Mattar Raabe

Gravura Galeria de Arte apresenta pinturas de Cassio Mattar Raabe Trabalho do jovem artista plástico se caracteriza pela tensão entre opostos A partir do dia 16 de maio, a Gravura Galeria abre seu espaço para um jovem talento da pintura. Natural de Porto Alegre, Cassio Mattar Raabe tem 27 anos e assina a exposição intitulada “Galerias”. Em sua obra, o artista explora a dualidade inerente ao ser humano, à natureza e ao universo. Nesse contexto, destila suas emoções através de um meticuloso trabalho racional, equilibrado na interação entre uma paleta de cores de alto contraste e formas geométricas que se fundem e se corrompem. O trabalho de Raabe instiga o indivíduo não apenas em sua apreensão intelectual, sendo sua crítica não voltada diretamente às questões sociais e estéticas, mas ao próprio ser em sua integridade. Nessa série, cada obra é um mergulho dentro das galerias interiores, buscando a cosmicidade dentro do caos. O universo é dual e a realidade é plural – nessa tensão entre opostos o ser busca o equilíbrio interno com o seu íntimo, a unidade na diversidade, a união do material e do espiritual.

A exposição “Galerias” terá vernissage no dia 16 de maio, das 19h às 21h, ficando em cartaz até 8 de junho de 2013. A Gravura Galeria fica localizada na Rua Corte Real, 647, bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

 

Materno, moderno & eterno

Gravura Galeria abre exposição em homenagem ao Dia das Mães A próxima exposição da Gravura Galeria será em homenagem ao Dia das Mães. Intitulada “Materno, Moderno & Eterno”, a mostra contempla obras em pintura, gravura, escultura, de 31 artistas: Adriana Giora, Ana Álvares Tita, Biba Mattos, Benno Pferscher, Breno Nora, Claudia Duarte, Corali Cardoso, Daniela Nunes, Djalmira Rosa, Elizete Ubirajara, Erico Santos, Gilberto Sibemberg, Julia Streppel, Kika Zanella, Márcia Marostega, Margarida Stein, Maria Inês Rodrigues, Maria Luiza Cangeri, Marília Chartune, Marília Fayh, Marion Lunke, Mariza Fischer, Paulo

Daniela Lompa Nunes

Rosane Theisen

A próxima atração da Gravura Galeria de Arte é o trabalho da artista plástica Rosane Heck Theisen. O dia 1° de setembro é a data marcada da vernissage de abertura da exposição.

Em suas obras, Rosane abusa das tonalidades vibrantes, que expressam a luz e as cores da natureza com harmonia e movimento. A exposição da Gravura é composta por dez pinturas em tinta acrílica sobre tela em formatos diversos, em que o fio condutor são as flores e as floristas, traduzindo em uma linguagem contemporânea toda a intensidade de sua criação.

As telas ficarão em exibição na Gravura até 1° de outubro.

Sobre a artista
Gaúcha de Venâncio Aires, Rosane iniciou sua formação artística em 1978, em Santa Cruz do Sul. Em 1989, na mesma cidade, passou a pintar em tela sob a orientação da professora Ledi Martins. Em 1992 passou a frequentar como aluna o atelier da professora Mirna Araújo, em Lajeado. Mantém desde 1991 um atelier de pintura em Venâncio Aires, onde orienta diariamente as atividades de um número expressivo de alunos.

 

Gravura 15 anos

Flávia Antoniolli

Flávia Antoniolli lança linha de móveis

reciclados e expõe novas telas em vernissage

Criações da artista plástica serão apresentadas em evento no dia 20 de outubro

 

Em 2010, ao trabalhar no projeto de decoração do Eko Residence Hotel, Flávia Antoniolli descobriu que podia fazer arte não apenas em telas brancas, mas também em móveis de demolição e objetos de decoração. Assim, ela vislumbrou uma maneira nova e muito pessoal de exprimir sua arte.

 

O resultado do trabalho poderá ser conferido no lançamento da linha “Recyled”, cujas peças ganham formas, cores e conceito através da reciclagem, garimpo e intervenção artística. Simultaneamente, no mesmo ambiente, ocorrerá a mostra ”Ideias Recicladas”, uma parceria com a Galeria Gravura, que apresentará a nova fase de telas pintadas por Flávia com tinta acrílica.

 

Os móveis – repaginados através de técnicas artísticas – ou são feitos de madeira de demolição ou utilizam tecidos reciclados, oriundos de garrafas plásticas PET, ou recebem retalhos de tecidos de lojas de decoração – que também são retrabalhados. O resultado é que os ambientes nos quais eles estão inseridos incorporam cores e sofisticação.

 

A exposição de Flávia Antoniolli ocorrerá em duas etapas: a primeira, realizada no Eko Residence Hotel, terá exibição dos móveis e vernissage das telas, a partir das 19h30 do dia 20 de outubro – permanecendo nesse local até o dia 23 de outubro e com Art Sale. Depois, somente as telas seguem para a Galeria Gravura (Rua Corte Real, 647), onde ficam expostas por mais um mês.

 

O evento tem o apoio da Eko Residence, Gráfica da UFRGS, Habitart e Porto Solar Energias Renováveis.

 

Sobre Flávia Antoniolli – flavia-antoniolli.blogspot.com

 

Assistente social por formação, Flávia Antoniolli trabalhou muitos anos com Recursos Humanos, o que lhe garantiu uma grande sensibilidade, refletida hoje em suas obras. Começou a pintar em 1997 e de lá para cá participou de muitos cursos no Brasil e exterior, já expondo suas obras em importantes mostras internacionais. Com o trabalho dos móveis Recycled, desenvoveu uma linha exclusiva para a loja Habitart. As peças estão à venda em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e foram destaque na edição carioca da Casa Cor.

 

Serviço

Estúdio Flávia Antoniolli

Lançamento da linha Recycled e da exposição de pinturas “Ideias recicladas”

Vernissage: 20 de outubro de 2010, às 19h30

Local: Eko Residence Hotel – Av. Des. André da Rocha, 131 Centro

Art Sale: dias 21, 22 e 23 de outubro, das 10h às 20h.

 

 

 

PINTURAS DO SUL DO BRASIL NO PARAGUAI

Gravura Galeria de Arte realiza

EXPOSIÇÃO COLETIVA PINTURAS DO SUL DO BRASIL NO PARAGUAI 2010

A GALERISTA E ARQUITETA, REGINA GALBINSKI TEITELBAUM, FOI CONVIDADA PELA EMBAIXADA DO BRASIL NO PARAGUAI PARA SER A CURADORA DA EXPOSIÇÃO COLETIVA “PINTURAS DO SUL DO BRASIL” QUE SERÁ INAUGURADA NO DIA 14 DE OUTUBRO DE 2010, EM ASSUNÇÃO.

O ARTISTA PLÁSTICO, ANTONIO SORIANO IRÁ PINTAR DURANTE A ABERTURA DA EXPOSIÇÃO UMA OBRA QUE SERÁ DOADA AO PARAGUAI, PELO BRASIL EM HOMENAGEM AOS 200 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DO PARAGUAI.

A exposição coletiva exibirá obras de 20 artistas. O evento acontece na Embaixada do Brasil no Paraguai. Artistas participantes: Andrea Schul, Antonio Soriano, Clara Pechansky, Claudia Zirbes, Corali Cardoso, Eliane Magnani, Erico Santos, Flavia Antoniolli, Lorena Steiner, Maria Luiza Cangeri, Marília Chartune, Marion Lunke, Rosali Plentz, Rosane Heck Theisen, Roseli Deon, Susana Luft, Suzi Etchepare, Vânia Kwitko, Velcy Soutier e Victor Hugo Porto.

 

Evento: Exposição Coletiva PINTURAS DO SUL DO BRASIL NO PARAGUAI 2010

Inauguração: 14 de outubro de 2010

Visitação: 14 de outubro a 30 de novembro

Local: Embaixada do Brasil em Assunção – Paraguai

gravura@gravuragaleria.com.brwww.gravuragaleria.com.br

Para solicitar maiores informações e imagens, contatos com:

Regina Galbinski Teitelbaum – Galerista – 33331946-96663972

Lúcia Fontanive – Jornalista –  051997242777

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GRAVURA DO SUL DO BRASIL NO PARAGUAI 2009

A GALERISTA E ARQUITETA, REGINA GALBINSKI TEITELBAUM, FOI CONVIDADA PELA EMBAIXADA DO BRASIL NO PARAGUAI PARA SER A CURADORA DA EXPOSIÇÃO COLETIVA “GRAVURA DO SUL DO BRASIL” QUE SERÁ INAUGURADA NO DIA 29 DE OUTUBRO DE 2009, EM ASSUNÇÃO.

A exposição coletiva exibe gravuras dos artistas plásticos gaúchos:

Alice Soares,Alice Brueggemann, Anico Herscowitz, Arlete Santarosa, Benno Pferscher, Brito Velho, Clara Pechansky, Cris Rocha, Cylene Dallegrave, Danúbio Gonçalves, Eda Lani Fabris

Eliane Santos Rocha, Erico Santos, Esther Bianco, Gutierrez, Helena Kanaan, Inês Benetti,Maria Inês Rodrigues,Maria Tomaseli,Marinês Busetti, Maristela Salvatori, Martha Loguércio, Miriam Tolpolar, Paulina Laks Eizirick, Paulo Amaral, Paulo Porcella, Rosali Plentz, Vasco Prado, Zorávia Bettiol, Zupo.

Evento: Exposição Coletiva GRAVURA DO SUL DO BRASIL NO PARAGUAI 2009

Inauguração: 29 de outubro de 2009

Visitação: 30 de outubro a 30 de novembro

Local: Embaixada do Brasil em Assunção – Paraguai

TEXTO DE APRESENTAÇÃO DA EXPOSIÇÃO :

No agora já longínquo ano de 1982, o crítico e historiador de arte Carlos Scarinci, iniciava o seu livro A Gravura no Rio Grande do Sul 1900-1980, com a hipótese de que “a gravura constitui uma prática artística fundamental, mesmo quando ou até porque estava vinculada, nos seus começos, a processos não artísticos (industriais e comerciais) de produção de imagens. Isso foi o que lhe permitiu, melhor do que a outras artes, participar mais diretamente das transformações da sociedade rio-grandense e brasileira. Nessa obra de referência, a gravura tem a prevalência sobre as outras técnicas na narrativa de nossa história artística. Partindo da ilustração de livros religiosos, nos primórdios da colonização local pelos missioneiros, passando pela ilustração de periódicos no século XIX e, finalmente, tomando o lugar de uma manifestação artística per si, a gravura tem participado intensamente da história local. Consolidando-se localmente como um espaço importante na produção de imagens artísticas, desde a ilustração até a crítica social do Clube de Gravura (nos anos 1950), a gravura caracteriza-se, como uma linguagem intrinsecamente ligada à técnica. Mais do que a simples produção de imagens, a gravura tornou-se uma espécie de espaço de resistência da manutenção do fazer artístico, da reflexão plástica, e da consciência social, tornando-se uma espécie de identidade da arte produzida no Rio Grande do Sul. Com o passar do tempo e com a consolidação do sistema de artes local, essas questões – fazer artístico e consciência social – deixaram infelizmente de ter espaço midiático merecido, sendo substituídos pelo ensimesmamento dos artistas e de seus discursos. Como uma atividade artística produtora de discursos contemporâneos, tendo como princípio o domínio da técnica e a ênfase na manualidade, a gravura nunca deixou de crescer entre nós. Ao contrário, o princípio da técnica caracteriza-se com a permanência do pensar a arte como uma atividade na qual se associam, sem prevalência de uma sobre a outra, a atividade manual e a reflexão crítica. Na contramão do pensamento contemporâneo em outros pontos do país, nos quais a negação do domínio da manualidade tornou-se uma condição “sine qua non” da produção de arte contemporânea, entre nós, associando tradição e ruptura, a gravura permanece com uma atividade plástica caracterizada pela diversidade de seus resultados e pelo interesse permanente das novas gerações de artistas. Essa exposição traz a público a riqueza da gravura produzida no Rio Grande do Sul, associando a participação de diversas gerações de artistas à variedade das técnicas empregadas e a diversidade de gêneros. Em tempos de elitização das manifestações plásticas, nos quais a propalada democratização das artes nunca esteve tão distante da população, a gravura, como meio democrático de manifestação artística permanece, entre nós, como a evidência da excelência e do engajamento, mantendo uma tradição longamente conquistada.

Paulo Gomes – Artista plástico e professor.