Gravura comemora 30 anos com a exposição “O tempo passa, a arte fica”

Coletiva, que reúne 66 artistas, terá abertura na quarta-feira (8/7), das 19h às 21h30  

A Galeria Gravura comemora 30 anos de existência e, para marcar a data, abre na quarta-feira (8/7), às 19h, a exposição “O tempo passa, a arte fica”. É uma coletiva que reúne 66 artistas visuais, entre eles alguns dos nomes mais reconhecidos no estado.

Fazem parte da mostra, por exemplo, Clara Pechansky, Britto Velho, Zoravia Bettiol, Erico Santos, Marília Fayh, Paulo Amaral, Maria Inês Rodrigues, Velcy Soutier, Isabel Marroni e Vitor Hugo Porto.

Clara é considerada a “madrinha” da Gravura Galeria de Arte pela proprietária, a galerista e arquiteta Regina Galbinski. A artista, de 89 anos, fez a primeira individual no espaço, que desde o início das atividades, em 1996 permanece no mesmo endereço: Rua Corte Real, 647. Ao longo do tempo, sucessivas reformas qualificaram e ampliaram o local para os cerca de 200 metros quadrados atuais.

O título da exposição expressa o conceito criado pela Gravura para a data comemorativa, pois sintetiza, de forma direta e poética, a essência da galeria e sua missão ao longo de três décadas no mercado.

O tempo é apresentado como um agente inevitável de mudança , ele transforma contextos, gerações, linguagens e mercados. A arte, por sua vez, permanece, registra, atravessa épocas, preserva memórias e continua a provocar reflexão, emoção e diálogo muito além do instante em que é criada, sustenta Regina. Ela destaca que a Gravura construiu um acervo, uma história e uma reputação que resistem ao efêmero.

A galerista lembra ainda que a Gravura desdobrou -se para além de seus limites para levar a produção de artistas gaúchos. Fez exposições em Nova York, Los Angeles, Buenos Aires e Costa Rica e participou da Bienal do Mercosul e da FASSP, em São Paulo. “Muita coisa mudou no mundo nesse tempo. Tivemos pandemia, enchente, transformações que ninguém esperava. A arte ficou. E a Gravura também, firme e cada vez mais consolidada”, diz ela, que responde pela curadoria da mostra.

Comemoração

Entre as técnicas das obras dos 66 artistas da exposição – 53 mulheres e 13 homens, estão acrílica sobre tela, óleo sobre tela, bordado, papel machê, colagem, escultura em alumínio, escultura com fio metálico, aquarela, desenho em papel, mobgrafia, fotografia, serigrafia, xilografia. O tamanho predominante dos trabalhos é de 70 x 70 cm.

As obras ocupam as salas Negra e Branca e em outros dois ambientes da galeria. A frente da casa receberá cobertura e iluminação. Durante o coquetel de confraternização, a animação da festa ficará por conta do DJ Marcos Roger Maffei.

ARTISTAS DA MOSTRA

 Andreia Moll, Ângela Ognibeni, Bia Macedo, Berenice Unikowsky, Biba Mattos, Britto Velho, Carmen Vera Guimarães, Clara Pechansky, Cleci Serpa, Décio Bevilacqua, Delise Renck, Denise Giacomoni, Denise Spadoni, Eduardo Mester, Elisa Tesseler, Erico Santos, Fátima Pinto, Flávia de  Albuquerque, Graça Hund, Graça Marques, Helena Schwalbe, Helena Beatriz Coelho, Inês Benetti, Isabel Ferreira, Isabel Marroni, Ivan Pinheiro Machado, Jane Maria, Joyce Chwartzmann, Kika Herrmann, Larissa Scaravaglione, Leda Zimmermann, Lorena Steiner, Lygia Vasconcellos, Marcelo Hubner, Marcelo Spolaor, Marcelo Zanini, Maria do Horto, Maria Eduarda Comas, Maria Inês Rodrigues, Mariana Sperotto, Marion Lunke, Marília Chartune, Marília Fayh, Nara Sirotsky, Noely Luft, Paulina Eizirik, Paulo Amaral, Paulo Hoffmeister Neto, Rejane Karam, Roberta Preis, Rosali Plentz, Rosamaria Feltrin, Ruth Greco, Sandra Kravetz, Sérgio Barcellos, Silvia Azevedo, Stela Saldanha, Stella C. Courtes, Susana Luft, Tania Cauduro, Tereza Albani, Velcy Soutier, Vera Reichert, Victor Hugo Porto, Vitória R. Davoglio, Zoravia Bettiol.

SERVIÇO

Exposição: “O tempo passa, a arte fica”

Abertura: quarta-feira (8/7), das 19h às 21h30

Visitação: até 1º agosto, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 9h30 às 13h30

Local: Gravura Galeria de Arte, na Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, Porto Alegre

Entrada gratuita

Fones: (51) 3333-1946, Whatsapp (51) 99718-9258 ou (51) 99666-3972

Site: www.gravuragaleria.com.br

Instagram: @gravuragaleria

Gravura abre as mostras “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco

Reunindo duas exposições individuais, a mostra apresenta produções autorais que evidenciam a diversidade de linguagens e sensibilidades da arte contemporânea.

A Gravura Galeria de Arte inaugura no dia 10 de junho (quarta-feira) as exposições “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco. As mostras ficarão em cartaz até 4 de julho, nas salas Negra e Branca, respectivamente.

Amor pela abstração

Dedicada às artes visuais já há alguns anos, Joyce Chwartzmann formou-se em Arquitetura pela UFRGS e também estudou em Paris. É confessadamente apaixonada por arte abstrata e joalheria e diz não ter medo de pesquisar, testar, procurar, “deixar o propósito e a liberdade andarem juntos”.

A curadora da exposição de Joyce, Ana Zavadil, analisando o trabalho da artista, diz que, “ao final, permanece a sensação de que as obras não são apenas composições abstratas, mas organismos gráficos: ecossistemas de signos, onde cada ponto, cada linha e cada mancha parecem conter fragmentos de narrativa. Narrativas que não se contam em palavras, mas em ritmos visuais. Como mapas sem legenda, eles não nos dizem onde estamos — mas nos lembram que estar perdido pode ser, também, uma forma de descoberta”.

Camadas da vida

Flávio Pacheco, médico formado pela UFRGS, graduou-se em Artes Visuais pela FEEVALE, de Novo Hamburgo, em 2017. Mas seus primeiros cursos de artes datam de meados da primeira década dos anos 2000. Estudou com Enio Lippmann, Ariadne Decker, Carlos Wladimirsky. Sua primeira individual foi em 2008, “A Potencialidade da Matéria”.

“Por que é tão difícil escrever sobre ‘Janelas do Tempo’? Essa é a pergunta que fica. Imagino que isso se deva ao meu momento atual de vida – um período de divisão e mudanças pessoais. Acredito que ‘Janelas do Tempo’ reflita exatamente isso. Suas figuras são janelas, tramas, retículas que representam dois mundos divididos, mas interligados por espaços e transparências. O olhar atravessa essas camadas e percebe essa rede que, ao mesmo tempo, retém o que está por trás e permite revelar”, diz.

Ele acrescenta que as camadas de tinta são como camadas da vida: “o que ficou para trás e o que está por vir. Passado, presente e futuro se entrelaçam nelas, entremeados pelas cores que permanecem no fundo e, aqui e ali, ressurgem, reforçando elementos à frente”.

SERVIÇO

Exposições: “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco

Abertura: quarta-feira (10/6), das 18h30 às 20h30

Visitação: até 4 de julho, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 9h30 às 13h30

Local: Gravura Galeria de Arte

Endereço: Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, Porto Alegre

Entrada gratuita

Site: www.gravuragaleria.com.br

Instagram: @gravuragaleria

(51) 3333-1946, whatsapp (51) 99718-9258 ou (51) 99666-3972