Gravura abre as mostras “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco

Reunindo duas exposições individuais, a mostra apresenta produções autorais que evidenciam a diversidade de linguagens e sensibilidades da arte contemporânea.

A Gravura Galeria de Arte inaugura no dia 10 de junho (quarta-feira) as exposições “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco. As mostras ficarão em cartaz até 4 de julho, nas salas Negra e Branca, respectivamente.

Amor pela abstração

Dedicada às artes visuais já há alguns anos, Joyce Chwartzmann formou-se em Arquitetura pela UFRGS e também estudou em Paris. É confessadamente apaixonada por arte abstrata e joalheria e diz não ter medo de pesquisar, testar, procurar, “deixar o propósito e a liberdade andarem juntos”.

A curadora da exposição de Joyce, Ana Zavadil, analisando o trabalho da artista, diz que, “ao final, permanece a sensação de que as obras não são apenas composições abstratas, mas organismos gráficos: ecossistemas de signos, onde cada ponto, cada linha e cada mancha parecem conter fragmentos de narrativa. Narrativas que não se contam em palavras, mas em ritmos visuais. Como mapas sem legenda, eles não nos dizem onde estamos — mas nos lembram que estar perdido pode ser, também, uma forma de descoberta”.

Camadas da vida

Flávio Pacheco, médico formado pela UFRGS, graduou-se em Artes Visuais pela FEEVALE, de Novo Hamburgo, em 2017. Mas seus primeiros cursos de artes datam de meados da primeira década dos anos 2000. Estudou com Enio Lippmann, Ariadne Decker, Carlos Wladimirsky. Sua primeira individual foi em 2008, “A Potencialidade da Matéria”.

“Por que é tão difícil escrever sobre ‘Janelas do Tempo’? Essa é a pergunta que fica. Imagino que isso se deva ao meu momento atual de vida – um período de divisão e mudanças pessoais. Acredito que ‘Janelas do Tempo’ reflita exatamente isso. Suas figuras são janelas, tramas, retículas que representam dois mundos divididos, mas interligados por espaços e transparências. O olhar atravessa essas camadas e percebe essa rede que, ao mesmo tempo, retém o que está por trás e permite revelar”, diz.

Ele acrescenta que as camadas de tinta são como camadas da vida: “o que ficou para trás e o que está por vir. Passado, presente e futuro se entrelaçam nelas, entremeados pelas cores que permanecem no fundo e, aqui e ali, ressurgem, reforçando elementos à frente”.

SERVIÇO

Exposições: “Organismos gráficos”, de Joyce Chwartzmann, e “Janelas do Tempo”, de Flávio Pacheco

Abertura: quarta-feira (10/6), das 18h30 às 20h30

Visitação: até 4 de julho, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 9h30 às 13h30

Local: Gravura Galeria de Arte

Endereço: Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, Porto Alegre

Entrada gratuita

Site: www.gravuragaleria.com.br

Instagram: @gravuragaleria

(51) 3333-1946, whatsapp (51) 99718-9258 ou (51) 99666-3972