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A única realidade é que nada permanece.
Assim como as estações do ano,
o movimento do sol, da lua , das estrelas e das nuvens do céu,tudo vive em constante mudança no universo.
Nós , como seres humanos , nascemos , crescemos e morremos , assim , nossas idéias também mudam , evoluem conforme os pensamentos agregados aos inconscientes e ás consciências coletivas e individuais , em conexão direta com os múltiplos movimentos do universo.
Esta energia é vida , cheia de cores , formas,volumes , texturas , ocupa todo e nenhum lugar.
Aprendendo a lidar com esta realidade , fica mais fácil saber que:
" ONTEM é apenas um sonho,
AMANHÃ apenas uma visão,
Mas HOJE , bem vivido , torna cada ontem um sonho de
felicidade e cada amanhã uma
visão de esperança.
Cuida bem pois, deste dia." (Registro Veda Sânscrito)
Celma Paese
Acho que falar sobre impermanência não é o mesmo que sentir ou deixar de senti-la. Para evocá-la, em um primeiro olhar, lembrei da expressão japonesa shogyô mujô (todas as instâncias do ser são transitarias), a primeira das Três Leis do Budismo. Originalmente, este termo expressa a doutrina que todas as coisas nascidas devem morrer e nada que resta e imutável. Passar este olhar para a materialidade da obra de arte, parece negar a existência...
Penetrando no universo criado por Celma e a relação estabelecida com as transformações, principalmente das verdades que vêm a partir da observação da natureza, considero ser este um chamamento à observação. Pensando assim, o apego ao existencial poderá dar lugar à aceitação do inevitável, da apreciação estética da evanescência da vida, olhar para a própria mortalidade como um estado mental que pode ser comunicado através da tentativa e do efêmero, daquilo que é invisível para olhos comuns!
Se a beleza pode ser um evento dinâmico que ocorre entre o ser e algo mais, ela pode, espontaneamente ocorrer a qualquer momento dadas as circunstâncias inerentes, contexto ou ponto de vista.
Olhando mais e mais vezes para as obras, em momentos diferentes, descobri que a cada momento percebi uma obra nova. A utilização de materiais que reagem ao tempo... ao toque, parece convidar-nos a refletir sobre tudo o que acreditamos pensar e sentir.
Elida M. P. Pacheco - Arteeducadora e Arte Terapeuta Mestre em Arteeducação com ênfase em Arte Terapia na Universidade de Fukuoka Japão. Professora na graduação e pós-graduação do Centro Universitário Feevale-NH-RS.
Celma Paese é graduada em Arquitetura pelo Inst. Ritter dos Reis, Porto
Alegre,1985. Estudou Desenho no Westminster Institute, Londres e pintura no instituto Lorenzo de Medici em Florença, Itália.
Frequentou cursos e workshops com Punho Berhardt, Frantz, Hamilton Galvão e Tunga.
Em 1990 concluiu curso de pós-graduação em Design na PUC-RS.
Está cursando Pós-Graduação em Arteterapia na Fundação de ensino superior de Novo Hamburgo,
FEEVALE.
Exposição Individual de Pinturas de Celma Paese
Abertura: 16 de outubro de 2002, quarta-feira às 2Ohs
Exposição: de 16 de outubro a 16 de novembro
Horário: segundas a sextas das 9h30min às 18h30m, sábados das
9h30min às 13h30m
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